terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um dia foi-se o homem pra bem longe de si mesmo
(ou pelo menos se enganou que foi-se)
Trabalhou, trabalhou e trabalhou
Em convencer uns outros homens a acreditar no que ele acreditava
Que viver não vale se não se tem nada
Nada pra: tocar, usar, comprar, vender fugir.

Pois bem, que os outros homens começaram a
Sentir necessidade de também querer:
Tocar, usar, comprar, vender, fugir
Mandar, mentir, matar, mas sem
Ao menos se saber por quê

Depois de tanto tudo não satisfazer
Depois de tanta dor e tanto perecer
A morte foi em busca do tal homem
Que aos outros foi primeiro a oferecer

Escutou-a com dois brilhantes no lugar dos olhos:
Esqueceste, amigo, apenas, de viver!


13.10.09
Bruno Teixeira Barreto

Um comentário:

Yuri disse...

Me identifico com algumas coisas que escreve...