A vista clareou rapidamente, e ele recuou com certo medo. A luz brilhou mais intensamente, piscou, e reacendeu, em seguida apagou-se... e ficou nesse pisca-pisca. Ele tentou olhar a fonte de onde vinha o brilho verde, não pôde vê-la , precisava chegar mais perto.
Passou à porta, deteu-se uns segundos para olhar ao redor e verificar qualquer coisa estranha ou perigosa (além do clarão esverdeado naquele quarto, coisa que ele jamais vira). Aproximou-se devagar, as mãos em pala na fronte, os olhos espremidos tentando ver melhor, os dentes mordendo os lábios. E a luz oscilando: ora brilhava, ora sumia-se.
Apenas três passos o separava da coisa. Deu mais um passo e, de repente a luz sumiu-se, mas não como outrora que logo reacendia, desta vez havia sumido e permanecido assim, apagada. Ele, então, enfim pôde ver a coisa que emanava aquela luz, tão forte e verde.
Pôde distinguir uma peça e outra: uma base, aparentemente de madeira; afixado sobre a base um tipo de adaptador um objeto semelhante a uma esfera, mas alongada na extremidade do encaixe, era verde e aparentemente de vidro.
Quando tocou a esfera deu um pulo.
- Ahh!... Diabo quente dos inferno!... Queimou minha mão!...
E pôs-se a xingar a lâmpada queimada gesticulando exageradamente.
Bruno Luan Teixeira Barreto, 2008.
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(Mais um texto que eu encontrei em um velho caderno...)