ATEMPO
Concomitante
Tempo
Vida e tempo
Nada e tempo
Quase e tempo
Nós e tempo
Luta e tempo
Morte e tempo
Concomitante
E mente
E tempo
E transe
E tempo
E mesmo
Instante
E todo
Tempo
E todo
Tempo
Vida e tempo
Homem tempo
Mesmo texto
Mesma rede
Mesmo pano
Vivo e pleno.
14.03.2012
Bruno Luan Teixeira Barreto
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terça-feira, 1 de maio de 2012
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A LUZ VERDE
A vista clareou rapidamente, e ele recuou com certo medo. A luz brilhou mais intensamente, piscou, e reacendeu, em seguida apagou-se... e ficou nesse pisca-pisca. Ele tentou olhar a fonte de onde vinha o brilho verde, não pôde vê-la , precisava chegar mais perto.
Passou à porta, deteu-se uns segundos para olhar ao redor e verificar qualquer coisa estranha ou perigosa (além do clarão esverdeado naquele quarto, coisa que ele jamais vira). Aproximou-se devagar, as mãos em pala na fronte, os olhos espremidos tentando ver melhor, os dentes mordendo os lábios. E a luz oscilando: ora brilhava, ora sumia-se.
Apenas três passos o separava da coisa. Deu mais um passo e, de repente a luz sumiu-se, mas não como outrora que logo reacendia, desta vez havia sumido e permanecido assim, apagada. Ele, então, enfim pôde ver a coisa que emanava aquela luz, tão forte e verde.
Pôde distinguir uma peça e outra: uma base, aparentemente de madeira; afixado sobre a base um tipo de adaptador um objeto semelhante a uma esfera, mas alongada na extremidade do encaixe, era verde e aparentemente de vidro.
Quando tocou a esfera deu um pulo.
- Ahh!... Diabo quente dos inferno!... Queimou minha mão!...
E pôs-se a xingar a lâmpada queimada gesticulando exageradamente.
Bruno Luan Teixeira Barreto, 2008.
______________________________________________
(Mais um texto que eu encontrei em um velho caderno...)
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domingo, 12 de julho de 2009
Presságio
Um passo prevê
Aventura
Porque já basta tanta
Timidez
Aflora a fúria já domada da
Boemia
Saboreando cada canto da
Cidade
E aproveitando a calidez da
Mocidade
De cada
Moça e samba e cada festa
De cada riso, pranto
Amor e fossa
Fruir de gota a gota
Toda a
Vida.
06/2008.
Bruno Luan Teixeira Barreto.
Aventura
Porque já basta tanta
Timidez
Aflora a fúria já domada da
Boemia
Saboreando cada canto da
Cidade
E aproveitando a calidez da
Mocidade
De cada
Moça e samba e cada festa
De cada riso, pranto
Amor e fossa
Fruir de gota a gota
Toda a
Vida.
06/2008.
Bruno Luan Teixeira Barreto.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
O Barquinho
O barquinho partiu
Mas partiu pelo azul
E o verde do rio
Os pescadores voam e os homens
Cochilam tranqüilos
O barquinho sumiu no horizonte
Barrento
Pra quem fica a cidade parece lembrança
Os homens navegam
E as árvores passam tranqüilas
O barquinho chegou no destino
E atracou no pé da serra
A carga dos homens ficou
Com a força bruta no chão de terra
E o barquinho no porto deixou
Vida pura, sonhar, ilusão.
Bruno Luan Teixeira Barreto
06/2009.
Mas partiu pelo azul
E o verde do rio
Os pescadores voam e os homens
Cochilam tranqüilos
O barquinho sumiu no horizonte
Barrento
Pra quem fica a cidade parece lembrança
Os homens navegam
E as árvores passam tranqüilas
O barquinho chegou no destino
E atracou no pé da serra
A carga dos homens ficou
Com a força bruta no chão de terra
E o barquinho no porto deixou
Vida pura, sonhar, ilusão.
Bruno Luan Teixeira Barreto
06/2009.
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Esperada
A espera é longa, pois que se faz num ano
Um decênio, e num minuto, inúmeros lamentos
Vem-me aflorar como se fosse engano
E a torturar-me a’ngústia o pensamento
Desde que minto escrevo muita coisa
No ar, na folha ou mesmo em vida crua
Que, pois, andando falo à brisa à lua
Quanta vontade de paixão me toma!
Repito os dias todos os mesmos olhares
Peço que se, por favor, me notares
Mais do que a luz do teu sorrir me dê!
Mesmo que cega, surda, morta esteja à fala
Não sairá da minha boca uma palavra
Qualquer sinal de mal contra você.
Bruno Luan Teixeira Barreto
06/2009.
Um decênio, e num minuto, inúmeros lamentos
Vem-me aflorar como se fosse engano
E a torturar-me a’ngústia o pensamento
Desde que minto escrevo muita coisa
No ar, na folha ou mesmo em vida crua
Que, pois, andando falo à brisa à lua
Quanta vontade de paixão me toma!
Repito os dias todos os mesmos olhares
Peço que se, por favor, me notares
Mais do que a luz do teu sorrir me dê!
Mesmo que cega, surda, morta esteja à fala
Não sairá da minha boca uma palavra
Qualquer sinal de mal contra você.
Bruno Luan Teixeira Barreto
06/2009.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Jeremia
Duma vez vi:
O sol, os pássaro e as mata-verde convresandu.
O sol já se ia embora, enquanto a mata dizia num arzinho de canturia:
- Foi-se o dia!
E os pássaro em revuada cantavu cum alegria:
- Andorinha, andorinha!
Foi daí qui tudo si calo,
E minha muié mi chamô:
- Acorda ô Jeremia!
24/07/07 - Bruno Teixeira Barreto
O sol, os pássaro e as mata-verde convresandu.
O sol já se ia embora, enquanto a mata dizia num arzinho de canturia:
- Foi-se o dia!
E os pássaro em revuada cantavu cum alegria:
- Andorinha, andorinha!
Foi daí qui tudo si calo,
E minha muié mi chamô:
- Acorda ô Jeremia!
24/07/07 - Bruno Teixeira Barreto
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Música e Sono
Esboços
Desenhos
Riscos
Rabiscos
Bocejos
Cômodos
Muros
Ladrilhos
Plantas
Gaiolas
Pássaros
Vinhos
Sussurros
Pulos
Prantos
Caminhos
Santo
Acalanto
Música
Sono
Pedra
Capela
Fala
Castigo
04/2009 - Bruno Teixeira Barreto
Desenhos
Riscos
Rabiscos
Bocejos
Cômodos
Muros
Ladrilhos
Plantas
Gaiolas
Pássaros
Vinhos
Sussurros
Pulos
Prantos
Caminhos
Santo
Acalanto
Música
Sono
Pedra
Capela
Fala
Castigo
04/2009 - Bruno Teixeira Barreto
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Vid'Agora
Que me resta agora?
Escrevo
É o que me resta.
Redijo as linhas agora
Linhas grossas e brutas
Palavras de mil
Faces ocultas
Agora o que me pesa
É o verso
Curto, puro, aleatório
Invento!
Creio que agora não acredito mais
Posto que agora intransponível traz
O meu destino a minha última
Esperança
E o que falta agora
Essa maldita ânsia
Viver
Viver
VIVER O AGORA!
13/04/09
Bruno Luan Teixeira Barreto
Escrevo
É o que me resta.
Redijo as linhas agora
Linhas grossas e brutas
Palavras de mil
Faces ocultas
Agora o que me pesa
É o verso
Curto, puro, aleatório
Invento!
Creio que agora não acredito mais
Posto que agora intransponível traz
O meu destino a minha última
Esperança
E o que falta agora
Essa maldita ânsia
Viver
Viver
VIVER O AGORA!
13/04/09
Bruno Luan Teixeira Barreto
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Solidão
Falta-me a coragem dos loucos
(não a loucura)
Falta-me a rigidez dos brutos
(não a brutalidade dos poetas)
Falta-me a expressão dos extrovertidos
(não a poesia)
Falta-me um amor que me queira
(não amores que queira eu)
Sobra-me
Angústia e melancolia
Falta-me a ausência da
Solidão.
21/09/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
(não a loucura)
Falta-me a rigidez dos brutos
(não a brutalidade dos poetas)
Falta-me a expressão dos extrovertidos
(não a poesia)
Falta-me um amor que me queira
(não amores que queira eu)
Sobra-me
Angústia e melancolia
Falta-me a ausência da
Solidão.
21/09/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Infância da Vida
Aí que saudades!
Do tempo
Que’u fazia estripulia
Corria no quintal de terra
Comia goiab’i’laranja das árvore que ali tinha
Da minha’vó me dizendo:
- Não corre atrás das galinha!
Dos quitutes saborosos, que a mãe da mamãe fazia
Das castanha-de-sapucaia
Docinhas, docinhas
Da voz dengosa e suave da minha tia e vizinha
Das brincadeiras na rua
Das curica solta à brisa
Da mesa cheia de gente
Da casa nunca vazia
Aí de mim, se matasse
Saudades ter de alegrias
A sete palmos, há tempos, com certeza eu estaria.
Aí que saudades eu tenho da minha
Infância vivida.
27/07/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
Do tempo
Que’u fazia estripulia
Corria no quintal de terra
Comia goiab’i’laranja das árvore que ali tinha
Da minha’vó me dizendo:
- Não corre atrás das galinha!
Dos quitutes saborosos, que a mãe da mamãe fazia
Das castanha-de-sapucaia
Docinhas, docinhas
Da voz dengosa e suave da minha tia e vizinha
Das brincadeiras na rua
Das curica solta à brisa
Da mesa cheia de gente
Da casa nunca vazia
Aí de mim, se matasse
Saudades ter de alegrias
A sete palmos, há tempos, com certeza eu estaria.
Aí que saudades eu tenho da minha
Infância vivida.
27/07/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
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O mendigo
- Dá u’a’juda aí patrão!
- Quê?!
- Ajuda um pobri coitado...
- Toma!
.......................................................
Tilintar de níqueis e apressar de passos na calçada.
27/07/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
- Quê?!
- Ajuda um pobri coitado...
- Toma!
.......................................................
Tilintar de níqueis e apressar de passos na calçada.
27/07/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
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Trabalho noturno
Lua plena (vigia-me)
Café, café, café...
Deveres-de-casa
Máquina-de-escrever:
T R A B A L H O D E H I S T Ó R I A
(Introdução)
(Desenvolvimento)
(Conclusão)
Lembrar de esquecer (sem querer)
Bocejos, bocejos, bocejos...
Analgésicos
Sono (sem sonhos)
Mau-humor pela
Manhã.
27/09/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
Café, café, café...
Deveres-de-casa
Máquina-de-escrever:
T R A B A L H O D E H I S T Ó R I A
(Introdução)
(Desenvolvimento)
(Conclusão)
Lembrar de esquecer (sem querer)
Bocejos, bocejos, bocejos...
Analgésicos
Sono (sem sonhos)
Mau-humor pela
Manhã.
27/09/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
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Sinestesia
O toque gélido do
Nervosismo arrepia-me os pêlos.
Estremece-me os dedos tortos e suados
E a vertigem me confunde os sentidos
A brisa ardente do
Sussurro atiça-me os
Instintos
E o vermelho-sangue mancha-me
A face em chamas dançantes
Ao som doce, levemente rosado
Pelo Sol poente do
Coração-brasa-sonhador
O toque silencioso
Pele na pele
Queima-me todo
Em tons rubros
Flamejantes
Atenuados pelas cores frias da
Lua
Lua – exímia observadora
Das paixões multicoloridas.
20/09/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
Nervosismo arrepia-me os pêlos.
Estremece-me os dedos tortos e suados
E a vertigem me confunde os sentidos
A brisa ardente do
Sussurro atiça-me os
Instintos
E o vermelho-sangue mancha-me
A face em chamas dançantes
Ao som doce, levemente rosado
Pelo Sol poente do
Coração-brasa-sonhador
O toque silencioso
Pele na pele
Queima-me todo
Em tons rubros
Flamejantes
Atenuados pelas cores frias da
Lua
Lua – exímia observadora
Das paixões multicoloridas.
20/09/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
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Reza de pé no chão
Reza contrito
Com muita fé
Reza:
- Ó! Meu Jesus di Nazaré!
Reza com muita fé:
- Pai Nosso que’stais nu cér...
Reza o terço:
- Ave Maria...
De mãos cintas
De mãos dadas
De joelhos
De pé:
- Onde houvé dúvida qui eu léve a fé!
29/08/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
Com muita fé
Reza:
- Ó! Meu Jesus di Nazaré!
Reza com muita fé:
- Pai Nosso que’stais nu cér...
Reza o terço:
- Ave Maria...
De mãos cintas
De mãos dadas
De joelhos
De pé:
- Onde houvé dúvida qui eu léve a fé!
29/08/07
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