Eram vozes, e não ruídos que me incomodavam
Miscigenação vocal na sala
Olhava o tempo fixamente
E as nuvens, acetinadas pelo sol, flutuavam majestosas
O calor era insuportável (todos suportavam-no reclamando):
- Tá muito quente...pelo amor de Deus!
Ao longe os operários martelavam
Martelava também eu, aflito:
Bate campa
Bate logo
Que eu num
Guento mais
A aula
Desse professor
Cansado
Passa tempo
Passa logo
Que eu me quero
Ir pra casa.
Chuviscou aquela tarde, quente como todas as outras tardes.
A tarde uniu-se a noite
E a noite assassinou-a
Friamente
Bruno Luan Teixeira Barreto
Um comentário:
vim aqui fazer meu primeiro comentário!o primeiro de muitos viu!?rsrs
logo vi que esse blog é a tua cara Bruninho,muito bom gostei mesmo!Parabéns continue sempre assim filosofando!:)
beijos
de:FááH
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