quarta-feira, 18 de março de 2009

Morte a morte

Da tristeza fez-se
O pranto
Da vingança fez-se o ódio
O ódio – irmão da morte
A morte – que mata e come, sem ver quem vê pela frente

E da vida fez-se de súbito
O pó
Do campo fez-se
O deserto só
Da brisa fez-se
O vento que matou a plantação

Do sustento fez-se
A grana
E da grana fez-se
A gana – prima da’mbição
Ambição dos ricos homens que
Queimam
Matam e
Comem
A vida viva do chão

E da tristeza fez-se
O pranto
E do pranto fez-se
O canto
Triste da santa cruz.

26/08/07
Bruno Luan Teixeira Barreto

Um comentário:

Anônimo disse...

Um ótimo assunto para se escrever....
a morte é a musa constante em minhas escritas....
naum por outro motivo...mas pela belea de seu mistério tão simplório...
por notar q ela naum é temível!