Da tristeza fez-se
O pranto
Da vingança fez-se o ódio
O ódio – irmão da morte
A morte – que mata e come, sem ver quem vê pela frente
E da vida fez-se de súbito
O pó
Do campo fez-se
O deserto só
Da brisa fez-se
O vento que matou a plantação
Do sustento fez-se
A grana
E da grana fez-se
A gana – prima da’mbição
Ambição dos ricos homens que
Queimam
Matam e
Comem
A vida viva do chão
E da tristeza fez-se
O pranto
E do pranto fez-se
O canto
Triste da santa cruz.
26/08/07
Bruno Luan Teixeira Barreto
Um comentário:
Um ótimo assunto para se escrever....
a morte é a musa constante em minhas escritas....
naum por outro motivo...mas pela belea de seu mistério tão simplório...
por notar q ela naum é temível!
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