quinta-feira, 25 de junho de 2009

Esperada

A espera é longa, pois que se faz num ano
Um decênio, e num minuto, inúmeros lamentos
Vem-me aflorar como se fosse engano
E a torturar-me a’ngústia o pensamento

Desde que minto escrevo muita coisa
No ar, na folha ou mesmo em vida crua
Que, pois, andando falo à brisa à lua
Quanta vontade de paixão me toma!

Repito os dias todos os mesmos olhares
Peço que se, por favor, me notares
Mais do que a luz do teu sorrir me dê!

Mesmo que cega, surda, morta esteja à fala
Não sairá da minha boca uma palavra
Qualquer sinal de mal contra você.

Bruno Luan Teixeira Barreto
06/2009.

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