terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um dia foi-se o homem pra bem longe de si mesmo
(ou pelo menos se enganou que foi-se)
Trabalhou, trabalhou e trabalhou
Em convencer uns outros homens a acreditar no que ele acreditava
Que viver não vale se não se tem nada
Nada pra: tocar, usar, comprar, vender fugir.

Pois bem, que os outros homens começaram a
Sentir necessidade de também querer:
Tocar, usar, comprar, vender, fugir
Mandar, mentir, matar, mas sem
Ao menos se saber por quê

Depois de tanto tudo não satisfazer
Depois de tanta dor e tanto perecer
A morte foi em busca do tal homem
Que aos outros foi primeiro a oferecer

Escutou-a com dois brilhantes no lugar dos olhos:
Esqueceste, amigo, apenas, de viver!


13.10.09
Bruno Teixeira Barreto

08 es 20 ajski libra

Um dia bastou
Um só olhar, e mais ainda um
Sorriso
Luz
Paz e encantamento
E que meiguice (cínica)
E que vozinha (chata)
E que calor nas mãos...
E que calor nas mãos...

Um dia bastou
Um só olhar, e mais ainda um
Olhar diferente (um olhar comum), desses que nós transpassa a
Almeopeito
E que olhar...
E que olhar...

Um dia bastou
(Um dia bastou)
Pra desconcertar-me
Coração


abril de 2008 (talvez)
Bruno Teixeira Barreto

Pra onde vai você?

Whats your name?
(Uátis iôr neimi?)

Quem?
Onde?
Pra onde vai você?
Para onde?
Quando acabar tudo isso
Quando tudo isso cair
Pra onde vão:
o dinheiro
o automóvel
a motocicleta
as grifes
as etiquetas
e a gramática normativa?
o moralismo
os patrões
os empregados
os ídolos
e a prataria?

who are you?
are you real?
what's your name?
Para onde vai você?

Return!!

Encontrei alguns poemas que estavam esquecidos dentro de um antigo caderno...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Off!

temporariamente off...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Saudoso Sonho




Escorridas folhas nos telhados frios
Mil pedrinhas áureas a boiar no céu
E entre as alvas nuvens canta alto o cio
A formosa dama com seu claro véu

Flui azul, azul, dos “Tupaius” o rio
Tão sereno e frio (tão sereno e frio...)
Dez mil amavios o enfeitam em par
E no breu, no sombrio
Ouve o triste assovio do bacurau quando
A lua se mostra tão cheia e vistosa (parece se inflar)
E quando nos cobre de prata e de encanto esta mata parece inundar.

É se por na janela em companhia da vela, que ameaça apagar
Olha o céu todo pingado de pérolas a competir com o majestoso luar
Respira, sente esse ar, essa terra tão boa, tão mágica
As pessoas, as plantas o rio
Os festejos, os pratos e os cantos

Santarém, meu amor, se eu te deixo...
...em carmim se converte meu pranto.


24.07.09
Bruno Luan Teixeira Barreto

domingo, 12 de julho de 2009

Presságio

Um passo prevê
Aventura
Porque já basta tanta
Timidez
Aflora a fúria já domada da
Boemia

Saboreando cada canto da
Cidade
E aproveitando a calidez da
Mocidade
De cada
Moça e samba e cada festa
De cada riso, pranto
Amor e fossa
Fruir de gota a gota
Toda a
Vida.

06/2008.
Bruno Luan Teixeira Barreto.