quarta-feira, 25 de março de 2009

Infância da Vida

Aí que saudades!
Do tempo
Que’u fazia estripulia
Corria no quintal de terra
Comia goiab’i’laranja das árvore que ali tinha
Da minha’vó me dizendo:
- Não corre atrás das galinha!
Dos quitutes saborosos, que a mãe da mamãe fazia
Das castanha-de-sapucaia
Docinhas, docinhas
Da voz dengosa e suave da minha tia e vizinha
Das brincadeiras na rua
Das curica solta à brisa
Da mesa cheia de gente
Da casa nunca vazia
Aí de mim, se matasse
Saudades ter de alegrias
A sete palmos, há tempos, com certeza eu estaria.
Aí que saudades eu tenho da minha
Infância vivida.

27/07/07
Bruno Luan Teixeira Barreto

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom...
o conteúdo é real ou lírico?
lembra minha infância...gostei..

Bruno Teixeira Barreto disse...

Conteúdo real, Yuri.

Anônimo disse...

muito legal